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Depressão: O que acontece no cérebro.

  • Foto do escritor: Rafaela Costa
    Rafaela Costa
  • 25 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de mai. de 2025




A depressão não é apenas tristeza ou desânimo passageiro. É um transtorno de humor com causas complexas e que provoca mudanças reais no funcionamento do cérebro, afetando emoções, pensamentos e até o corpo físico. Veja os principais impactos:


1. Neurotransmissores em desequilíbrio

  • A serotonina, dopamina e noradrenalina — neurotransmissores que regulam o humor, prazer e motivação — ficam em baixa ou desregulados.

  • Isso prejudica a sensação de bem-estar e prazer, dificultando atividades simples do dia a dia.


2. Alterações em estruturas cerebrais

  • Hipocampo: Reduz de tamanho com o tempo. Isso afeta a memória e a capacidade de regular emoções.

  • Amígdala: Fica hiperativada, aumentando respostas emocionais negativas, como medo, culpa ou tristeza intensa.

  • Córtex pré-frontal: Reduz sua atividade, o que prejudica o raciocínio, o foco e a tomada de decisões.


3. Cortisol e estresse crônico

  • O eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal), responsável pela resposta ao estresse, fica desregulado.

  • Isso causa aumento do cortisol, o hormônio do estresse, o que piora os sintomas emocionais e físicos da depressão.


4. Neuroplasticidade reduzida

  • A capacidade do cérebro de se adaptar e formar novas conexões (neuroplasticidade) diminui, dificultando a recuperação emocional espontânea.


Como a psicoterapia pode ajudar?


A psicoterapia não “só” conversa — ela modifica o cérebro, promovendo mudanças estruturais e químicas importantes para a melhora do quadro depressivo. Veja como:


1. Reduz o cortisol e ativa áreas do córtex pré-frontal

  • Com o tempo, a psicoterapia reduz os níveis de estresse e fortalece a capacidade racional de lidar com emoções difíceis.


2. Estimula a neuroplasticidade

  • Ao promover novas formas de pensar, sentir e agir, a psicoterapia favorece a criação de novas conexões neurais, o que literalmente ajuda o cérebro a se “reorganizar”.


3. Aumenta os níveis de serotonina e dopamina

  • A mudança na forma como o paciente vê a si mesmo, suas experiências e seus relacionamentos tem impacto direto na química cerebral.


4. Promove autocompaixão e regulação emocional

  • Técnicas terapêuticas como TCC, terapia do esquema, psicodinâmica ou abordagem humanista ajudam a desenvolver consciência emocional, identificar padrões negativos e construir um novo repertório interno.


Se você ou alguém próximo está enfrentando sintomas de depressão, não hesite em buscar ajuda. O tratamento adequado pode transformar vidas.


Você não está sozinho(a). Aqui está primeiro passo para reencontrar o seu bem-estar.

 
 
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